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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

No random: dicas aleatórias


Pra retomar o blog, preciso retomar fôlego e readquirir o costume de organizar minhas listas que agora estão extremamente atrasadas. Hoje sugiro três filmes bem legais, violentos e polêmicos... Excelentes pra iniciar qualquer debate entre amigos em mesa de bar. 



Cão Branco
(White Dog, 1982)

Uma jovem atriz, Julie, resolve cuidar de um cachorro aparentemente abandonado. O cuidado se transforma em amor e lealdade quando ele a defende de um ataque. O que Julie não sabe é que o seu novo mascote é, na verdade, um white dog, animal treinado para atacar pessoas negras. Numa última tentativa de manter o animal vivo, Julie procura o único homem capaz de reprogramar a fera.

Baseado no livro de Roman Gary (que possui um final muito mais perturbador), Cão Branco é um filme interessante sobre o poder do preconceito e suas trágicas consequências. Causou grande tumulto numa época delicada e quase não foi lançado. Merece ser visto.






Guerra de Canudos 
(1997)

Final da década de 1890, tempos de estabelecimento da república brasileira. O novo regime político e a nova forma de estado adotada trazem ainda mais sofrimento e desespero para os nordestinos, flagelados pela seca e vítimas de leis arbitrárias e desiguais. A família de Luiza faz parte desse grupo sofrido que, um dia, conhece o líder religioso Antonio Conselheiro e resolve segui-lo, buscando o sonho de uma vida digna.

Guerra de Canudos não é tendencioso, como muitos filmes históricos. Seu tema principal é o sofrimento de um povo valente e esperançoso, mas castigado pelas intempéries da vida e trucidado pelas máquinas de ambição e fanatismo.

Grandes nomes do cinema nacional, como Cláudia Abreu, José Wilker (fantástico como Conselheiro), Selton Mello, Marieta Severo e Paulo Betti, transformam Guerra de Canudos numa obra tão tocante que chega a ser esmagadora.






Não É Mais Uma História de Amor
(Kærlighed på film, 2007)

Jonas é fotógrafo policial, casado, pai de dois filhos adoráveis e possui a rotina típica de qualquer membro da classe média dinamarquesa: trabalho, contas, casa... Até que certo dia, um trágico encontro com Julia o faz assumir uma nova identidade.

Suspense diferente e interessante, embora tenha algo de previsível. Faz pensar sobre a aparentemente eterna insatisfação que carregamos conosco, quase sempre negando as consequências de nossas próprias escolhas. 

Vale a pena conferir!





Por enquanto é só, pessoal. Vou preparando a segunda parte da série WWII e, com fé, espero postar em breve.

Bom estar de volta! :)






terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Filmes Argentinos

E o resultado da enquete não deu outra: filmes argentinos! Fiquei feliz com a proposta, mas decididamente foi um desafio escolher os filmes que viriam pra cá. Não conheço nada muito underground, então ficaremos com os básicos indispensáveis, ok?

Uma curiosidade antecipada: vocês irão perceber, eventualmente, a presença do denominador comum de quase todos os filmes citados. O nome dele é Ricardo Darín, ator nascido em Buenos Aires, extremamente talentoso e que domina praticamente todos os grandes papéis do cinema argentino contemporâneo. É mole?


XXY (2007)

Alex é uma adolescente hermafrodita que mora num local isolado, no litoral do Uruguai. Os pais de Alex querem deixar em suas mãos a decisão sobre sua sexualidade, enquanto a adolescente experimenta os conflitos típicos de sua idade, com o agravante de ser alguém diferente num lugar tão provinciano.

É um filme muito lindo que merece ser visto com carinho. 




O Segredo dos Seus Olhos
(El secreto de sus ojos, 2009)

Benjamín Espósito é um agente federal argentino aposentado. Em busca de compreender melhor o que aconteceu durante uma investigação frustrada de assassinato ocorrida há 25 anos, Espósito resolve escrever um livro com suas memórias, o que o leva a um encontro com outras situações inacabadas de seu passado.

Afinal, O Segredo dos Seus Olhos é um filme de amor e de amizade, capaz de revoltar e provocar choro incontido até nos mais valentões. Mas, pode acreditar, não tem nada de melodramático.

Dos argentinos, esse é o meu queridinho.




O Filho da Noiva
(El hijo de la novia, 2001)

E aqui temos, mais uma vez, Ricardo Darín no papel principal.

Rafael já passou dos 40 e, com a crise argentina, sua cafeteria está indo de mal a pior. Pra completar a situação, seu pai resolve celebrar as bodas de prata com uma nova cerimônia de matrimônio. O problema é que a mãe de Rafa sofre de Alzheimer e o padre só celebrará o casório se ela disser “aceito” de livre e espontânea vontade. 

Uma comédia muito bonitinha, aclamada por muita gente como grande exemplo do novo momento do cinema argentino.

Obs: Fique atento! Professor Girafales é citado durante o filme! ÓTIMO!!!





O Que Você Faria?
(El método, 2005)

Esse eu recomendo pra todo mundo que trabalha com Recursos Humanos! Apesar de ser um thriller psicológico, eu ri DEMAIS assistindo, principalmente no final.

Uma determinada empresa promove um processo seletivo para um alto cargo executivo. Seus sete candidatos, no entanto, terão que passar por provas bem “inovadoras”, colocando em xeque seus valores pessoais e estruturas psicológicas.

Filmão obrigatório!




Aparecidos (2007)

Acho que é o único exemplar argentino do gênero horror que eu conheço. Mas é bonzinho! Vale a pena assistir.

Os irmãos Pablo e Malena decidem fazer uma viagem de carro, de Buenos Aires até a Patagônia, antes de assinar os papéis autorizando os médicos a desligarem os aparelhos que mantém seu pai vivo. Durante a viagem, Pablo descobre um diário que descreve horrores de seqüestro, assassinato e torturas acontecidas durante os anos 80. A partir daí, os irmãos são envolvidos num misterioso movimento de tempo, em que passado e presente se misturam, forçando-os a presenciar, repetidamente, o assassinato de uma família.

Um filme com um final um pouco confuso, mas até bem surpreendente.




Elsa & Fred
(Elsa y Fred, 2005)

Gracinha de comédia romântica, muito original e comovente!

Fred é um viúvo hipocondríaco, cheio de rabugice, que se muda para o mesmo prédio de Elsa, uma argentina espevitada, caloteira e apaixonada pela vida. Por obra do acaso, os dois iniciam um relacionamento cheio de descobertas, em plena terceira idade.

Muito gostoso esse filme. É daqueles pra guardar e assistir quando a vida parecer amarga demais. 




Outros títulos que não podem ficar de fora:

Abutres (Carancho, 2010)

Nove Rainhas (Nueve reinas, 2000)

A História Oficial (La historia oficial, 1985)

La Mujer Sin Cabeza, 2008

Um Conto Chinês (Um cuento chino, 2011)







terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Filmes Espanhóis

Hoje é terça-feira, hora do resultado da enquete. Foram dias de tensão e pra alegria da minha querida amiga Cristine Castro, o vencedor foi o post sobre filmes espanhóis.

Não sei se preciso mesmo fazer tal comentário, mas vamos lá: Filmes espanhóis não incluem filmes mexicanos, argentinos, venezuelanos, etc. Então, se você estranhar a ausência do maravilhoso Amores Brutos (2000) e do belíssimo O Segredo dos Seus Olhos (2009), tá explicado.

O cinema espanhol é muito diversificado, embora tenha conquistado notoriedade após a consolidação na indústria cinematográfica de outros países europeus, como a França e a Alemanha. Atualmente, a Espanha continua produzindo obras marcantes, principalmente nos gêneros suspense e fantasia, que deixam qualquer cinéfilo babando.



O Habitante Incerto
(El Habitante Incierto, 2004)

Quem nunca teve medo de ficar só em casa, né mesmo? Agora... Quem já teve medo de NÃO estar só em casa? Pois é. Félix é um arquiteto que pensou cuidadosamente cada detalhe de sua enorme casa. Um dia, permite que um homem estranho use seu telefone e, após um momento de distração, o homem desaparece. A porta da casa está aberta, mas será que ele foi mesmo embora?

Adoro esse filme! É daqueles tão tensos que você tem vontade de dar forward só pra ver logo o que vai acontecer.

O diretor é o Guillem Morales, responsável também pelo filme Os Olhos de Julia (2010), que merece ser conferido.




Prisão de Cristal
(Tras El Cristal, 1987)

Prisão de Cristal é um filme muito interessante e diferente, dirigido por Agustí Villaronga. Conta a história de Klaus, um sádico pedófilo nazista que tenta, sem sucesso, cometer suicídio após assassinar cruelmente uma de suas vítimas. Klaus acaba paralítico, preso numa espécie de pulmão de vidro, dependente dos cuidados de sua mulher, Griselda, e de sua filha, Rena.

Cansada, Griselda resolve contratar alguém para ajudá-la nos cuidados com o marido. Daí surge um jovenzinho, que se diz enfermeiro, e parece muito interessado em Klaus. O quanto ele está interessado, ninguém imagina... Até que as intenções do rapaz são gradualmente reveladas.

Filme frio, tenso e nauseante. Não tenho como definir melhor. Mas é um filme que deve ser visto.




Pão Negro
(Pa Negre, 2010)

Pão Negro é do mesmo diretor de Prisão de Cristal, Agustí Villaronga. Você poderia perceber isso durante o filme por vários detalhes: crianças sofrendo o pão que o diabo amassou, uma visão pessimista sobre relacionamentos familiares baseados em segredos e mentiras, e o surgimento de uma sombra negra e pesada que destrói a inocência infantil. Tudo isso num clima pesado, frio e escuro. Tenso. Muito tenso.

O drama se passa na Espanha, mais precisamente no interior da Cataluña, durante os anos pós-guerra civil, e foca na vida de Andreu, um garotinho (do lado perdedor da guerra) que encontra os corpos de um homem e seu filho, e corre pra chamar a mãe. A partir daí, pra Andreu, vai tudo por água abaixo. As autoridades passam a responsabilizar seu pai pelas mortes e Andreu toma pra si a obrigação de provar sua inocência.

Acho que não vale dizer mais nada. O gostoso mesmo (embora “gostoso” esteja bem longe desse filme) é ir vivendo as situações junto com o personagem.

Imperdível. 




Mar Adentro (2004)

“Nara, qual é o teu filme favorito?”

Não sei. Só sei que, se eu fosse obrigada a escolher um, Mar Adentro estaria entre as maiores possibilidades de escolha. Porque, convenhamos, o que é o Javier Bardem, hein? Senhor... Conserva! É sempre um deleite ver esse homem atuando.

Mar Adentro, dirigido por Alejandro Amenábar, é um filme lindo, um encanto até mesmo nos momentos mais desesperadores. Baseado na história real de Ramón Sampedro, que passou anos lutando pelo direito de acabar com a própria vida, após sofrer um acidente (?) e ficar paralítico do pescoço para baixo.

O filme centraliza a atenção na relação de Ramón com duas mulheres: uma advogada, Julia, que apóia sua causa e tenta aprofundar seu conhecimento sobre ele, e a ajudante Rosa, uma mulher simples, que tenta convencê-lo do valor da vida.

Agora um pedacinho que traduz toda a beleza do filme:


“Mar adentro, mar adentro,
y en la ingravidez del fondo
donde se cumplen los sueños,
se juntan dos voluntades
para cumplir un deseo.

Un beso enciende la vida
con un relámpago y un trueno,
y en una metamorfosis
mi cuerpo no es ya mi cuerpo;
es como penetrar al centro del universo:

El abrazo más pueril,
y el más puro de los besos,
hasta vernos reducidos
en un único deseo:

Tu mirada y mi mirada
como un eco repitiendo, sin palabras:
más adentro, más adentro,
hasta el más allá del todo
por la sangre y por los huesos.

Pero me despierto siempre
y siempre quiero estar muerto
para seguir con mi boca
enredada en tus cabellos.”


Já estão chorando? Eu já.






Cela 211
(Celda 211, 2009)

Agora algo menos choroso, por favor, né? Cela 211 é um excelente filme de ação!

Juan está pronto para o seu primeiro dia de trabalho como carcereiro numa prisão de segurança máxima, mas ao chegar, sofre um acidente e fica inconsciente. Minutos depois, uma rebelião inicia e os colegas de Juan fogem, deixando-o desmaiado e abandonado na cela 211.

Quando Juan acorda, rapidamente percebe sua situação e adota a única estratégia que lhe parece possível: se passar por um dos detentos. Com essa nova identidade, Juan terá que apelar para a sorte e para a sua criatividade, porque o ambiente é perigoso e alianças precisam ser formadas se ele quiser sobreviver.

Muito, muito, muito bom! Daniel Monzón, estou de olho em você.





Abraços Partidos
(Los Abrazos Rotos, 2009)

Impossível falar de cinema espanhol sem citar pelo menos uma vez o grande gênio contemporâneo, Pedro Almodóvar. Não quero esticar muito porque pretendo fazer um post só com ele, óbvio.

Escolhi como representante do mestre uma produção menos óbvia, mas que é uma das minhas queridinhas. Abraços Partidos é um filme sobre amor e obsessão, vingança e redenção.

Harry Caine é um escritor cego que mora em Madri e é assessorado por Judit e seu filho, Diego. Quando Harry fica sabendo da morte de Ernesto Martel, um rico empresário, o seu passado começa a ecoar. Acompanhamos, então, a história de Mateo Blanco, nome verdadeiro de Harry, e seu trágico envolvimento amoroso com Lena, a amante de Ernesto.

Peço que você dê atenção especial pra cena das fotografias picotadas. É de partir o coração.




Abra os Olhos
(Abre los Ojos, 1997)

E Já que estamos falando de Penélope Cruz, eis outro filme imperdível.

Infelizmente, Abra os Olhos é conhecido apenas pelo seu remake americano, Vanilla Sky (2001), que também traz Penélope no papel de Sofia e é bonzinho. Mas sinceramente? Fique com o original que é bem melhor.

A história você já deve conhecer (se não conhece, saiba que você tem o meu desprezo): César, um jovem homem de sucesso, muito bonito, encontra o amor de sua vida, Sofia, durante sua festa de aniversário. Acontece que a ex-namorada de César, Nuria, não aceita o término e, ao convencer César a aceitar sua carona, joga o carro contra a parede numa tentativa de suicídio e assassinato. César sobrevive, mas seu rosto está permanentemente desfigurado.

Excelente filme também dirigido por Alejandro Amenábar (seu LINDO!), que merece ser valorizado e apreciado como a obra original que realmente é. Obrigatório! 




Viridiana (1961)

Almodóvar é o mestre do cinema espanhol contemporâneo? Sim, claro. Mas antes dele houve outro, talvez ainda maior: Luis Buñuel. Também irei mimá-lo devidamente num post especial.

Viridiana é uma mocinha muito bonita que está prestes a tornar-se freira, mas interrompe sua formação para atender ao chamado de seu tio, responsável por seu sustento, a quem Viridiana devota pouca afeição, mas considerável gratidão.

Ao chegar, a moça é assediada por seu tio, que vê nela a imagem perfeita de sua falecida esposa. Sem conseguir suportar a rejeição da sobrinha, o tio comete suicídio. Como herdeira, Viridiana busca redimir-se de sua culpa e cria um abrigo para mendigos na mansão do tio. Acontece que as coisas não vão sair exatamente como ela espera...

Difícil resumir Viridiana. É um filme tão denso, cheio de matizes importantes que abrem muitos espaços para interpretações. Posso dizer que, como todo filme do Buñuel, Viridiana é carregado de cinismo, humor negro, contravenções sociais, chacotas com a igreja católica e alfinetadas nos valores burgueses. Deliciosamente incorreto! 





Outros filmes obrigatórios:

El Dia de la Bestia (1995)
Cría Cuervos (1976)
Os Olhos da Cidade São Meus (Angustia, 1987)
O Quarto do Bebê (La habitación del niño, 2006)
Os Olhos de Julia (Los ojos de Julia, 2010)
A Espinha do Diabo (El espinazo del diablo, 2001)
O Labirinto do Fauno (El laberinto del fauno, 2006)
O Orfanato (El orfanato, 2007)


Espero que tenham gostado do post. No final da semana volto com novas dicas e uma nova enquete!

xxx

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

No random: dicas aleatórias

Eu não sei vocês, mas tô precisando de férias. Então deixo aqui algumas dicas de filmes legais que vi em 2011 pra vocês curtirem no "feriadão" e, em 2012, voltarei com o post escolhido na enquete. Aliás, alguém pode desempatar, por favor? Grata.


Bravura Indômita
(True Grit, 2010)

Esse, embora conhecido, não entra no rol dos “óbvios” de 2011 porque, pra mim, não é nada óbvio. É tão raro encontrar um remake que seja tão bom quanto o original, imagina encontrar um que seja AINDA MELHOR? Pois é.

O filme dos irmãos Coen conta a aventura de Mattie, uma garota de 14 anos, que parte em busca do assassino de seu pai, na companhia de um agente federal bêbado e um ranger texano almofadinha. Entre desentendimentos, muitas balas e piadas brutas, os três conseguem estabelecer um laço de amizade bastante peculiar. Bravura Indômita é um filme muito divertido sobre honra, determinação e redenção.

Todos os personagens são profundos e curiosos. Matt Damon (ranger LaBouef) e Josh Brolin (o vilão Tom Chaney) casam seus papéis perfeitamente. Jeff Bridges, no papel do agente Rooster, deve ter ajudado John Wayne a descansar em paz. Já a bonitinha Hailee Steinfeld superou todas as expectativas desempenhando muito bem a nova versão de Mattie Ross.

"You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God."



Os Duelistas
(The Duellists, 1977)

Como um evento aparentemente sem importância pode gerar repercussões tão sérias? Uma palavra errada, um gesto em falso, e duas vidas sem unem numa eternidade de vingança. Esse é o tema de Os Duelistas, dirigido por Ridley Scott (O Gângster e Gladiador).

Quando o tenente D’Hurbet (Keith Carradine) procura o tentente Feraud (Harvey Keitel) para dar-lhe ordem de prisão, imaginava estar apenas cumprindo seu dever militar. Mas para o temperamental Feraud a afronta da intimação é demais: exige um duelo. Esse será apenas o primeiro de uma série de duelos entre os dois personagens, ao longo da trajetória da Era Napoleônica.

Vale dizer que o filme é repleto de imagens belíssimas! A reconstituição da época é quase impecável e as paisagens são deslumbrantes. A simplicidade do enredo não empobrece o filme, mas permite uma apreciação leve e prazerosa da obra como um todo. Excelente!

"The duellist demands satisfaction. Honour, for him, is an appetite. This story is about an eccentric kind of hunger."



Enrolados
(Tangled, 2010)

Já disse e repito: sou fã de animações. Acho que assisti Enrolados umas 4 vezes esse ano. É muito bom!

O filme é basicamente uma adaptação da já conhecida fábula infantil “Rapunzel”, só que com toques modernosos, uma princesinha bipolar e um herói sem muito caráter. O bacana da história é que traz um tema interessante pros grandinhos também: a dificuldade de romper com os laços parentais e dar conta de si no mundo. A liberdade assusta e demanda responsabilidade, essa é a mensagem do filme.

Acho que posso confessar um dos meus “guilty pleasures”: acho a Mandy Moore uma fofa! #abafa

"Skip the drama, stay with Mama!" 





Os Olhos Sem Rosto
(Les yeux sans visage, 1960)

Depois que vi o filme A Pele Que Habito, passei um tempão tendo aquela sensação chata de “poxa, já vi isso antes!”. E me dei conta de que já vi mesmo, e não só uma vez.

Os Olhos Sem Rosto tem um enredo muito semelhante. Dr. Génessier, um famoso cirurgião, com a ajuda de sua fiel assistente Louise, tem o hábito de seqüestrar mocinhas bonitas. O objetivo do médico é achar a forma perfeita de realizar um transplante de rosto em sua filha, Christiane, cujas feições foram destruídas em um terrível acidente. O problema é que as cirurgias falham sempre e as vítimas sempre padecem, mas o Dr. Génessier é um homem muito persistente...

Filmão que tem o mérito de ter todo o figurino assinado por Givenchy (o que não é pouca coisa) e ter inspirado a música Eyes Without a Face, do Billy Idol.

P.S.: Um enredo semelhante também pode ser visto no episódio “The Girl With The Blue Mask” do extinto seriado Criminal Minds – Suspect Behavior, um spin-off bem ruinzinho de Criminal Minds, mas que conseguiu fazer pelo menos esse episódio bacana.

"The future, Madame, is something we should have started on a long time ago."



E por hoje é só, pessoas. Feliz Natal pra todo mundo e não deixem de ver o clássico Turma da Mônica e A Estrelinha Mágica!! Bisous!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vê Aí: o que andaram sugerindo durante a semana

Mais um post com filmes indicados por amigos, conhecidos, desconhecidos, etc. Queria ter mais tempo para seguir todas as sugestões!

A grande amiga Natasha Facó, idealizadora do blog, sugeriu uma gracinha de filme. Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (It’s Kind Of a Funny Story, 2010), é uma comédia bonitinha que conta a história de Craig, um garoto de 16 anos, depressivo, que por pensar constantemente em suicídio, resolve pedir ajuda num hospital.

Por questões estruturais, Craig tem que ficar na mesma ala que os pacientes adultos e acaba conhecendo figuras interessantes, como Bobby, Muqtada e Noelle, que mudarão sua percepção do mundo e de seus valores.

Eu estaria mentindo se dissesse que o filme é original. Definitivamente não. Mas é um ótimo filme pra uma segunda-feira chata: simples e engraçadinho.

Zach Galifianakis (Se Beber, Não Case, 2009) está excelente no papel do desestruturado Bobby, mostrando que também se sai muito bem em papéis dramáticos. O filme também conta com a participação de Lauren Graham (a eterna Lorelai de Gilmore Girls) e de Viola Davis (Histórias Cruzadas, 2011).

"You know, what I would do just to be you, for just a day? I would... I would do so much. I would... I don't know. I would just... I'd just live. Like it meant something."



"Art keeps you free."
Já meus amigos do Facebook insistiram no novo filme do Almodóvar, A Pele Que Habito (La Piel Que Habito, 2011), que é mesmo muito bom. Mas vou avisando pros que ainda não viram: NÃO LEIAM NADA A RESPEITO. Não leiam sinopses, críticas, piadas... NADA. Com uma sinopse de 3 linhas e uma piada interna, eu matei o mistério do filme nos primeiros 20 minutos. Odeio quando isso acontece! Então acreditem na geral que o filme é bom mesmo e vejam sem qualquer informação anterior.



Perceberam que agora vocês podem escolher as próximas sugestões? Aí do ladinho tem uma enquete. Quando o número de votos for apropriado (porque as visitas aqui não são tããão numerosas ainda, né?), eu lanço o post!

Té mais!


quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Filmes japoneses que você PRECISA ver - Parte II

Hoje já é quinta-feira e chegou a hora de pensar numa boa seleção de filmes pra relaxar no final de semana. Resolvi, então, dar continuidade (tardiamente, eu sei) ao tópico com dicas de filmes japoneses. 

Apesar de ser fã de filmes antigos, acho necessário destacar que a produção cinematográfica contemporânea do Japão é excelente e a maioria não deixa muitas pontas soltas para comparações com os grandes mestres de ontem. Claro, tem muita porcaria também... Mas é possível separar o joio do trigo com facilidade. Eis aqui mais alguns exemplos:


Confessions
(Kohuhaku, 2010)

Suspense violento, conta a história de uma professora que elabora um terrível plano de vingança contra alguns de seus alunos, responsáveis pela morte de sua filhinha. O desenrolar da trama é contada a partir do ponto de vista de cada personagem que apresentam não só as motivações de cada ato, mas suas trágicas conseqüências.

Filme excelente!!




A Partida
(Okuribito, 2008)

Belíssimo e delicado, A Partida ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. Não é pra menos. Conta como um músico, ao ver-se desempregado e obrigado a voltar para sua casa numa pequena cidade, aceita um emprego inusitado como ajudante numa funerária, preparando os corpos para o ritual de despedida e cremação.

Com direção e fotografia primorosas, o filme fala de morte e renascimento, de perdas e reencontros, da vida como passagem. Imperdível!




O Chamado
(Ringu, 1998)

Pros que não curtem filme de terror, passem longe. Embora eu tenha gostado do remake americano, o original ainda é, de longe, o mais assustador. Rendeu uma continuação (que não tem nada a ver com a continuação americana) e uma espécie de prólogo, Ringu Zero, que até vale um balde de pipoca em casa.

Se você não tem problema com excesso de cabelo, apague as luzes e divirta-se!




Dark Water
(Honogurai mizu no soko kara, 2002)

Do mesmo diretor de Ringu, Hideo Nakata, vem esse filme: também de terror, também com muito cabelo... mas bem interessante e relativamente assustador.

Após um divórcio conturbado, Yoshimi busca um lugar pra iniciar uma nova vida, ao lado de sua filha, e encontra o apartamento perfeito para um “fresh start”. Só que lugar tem sua própria história e, aparentemente, uma história nada feliz. Yoshimi tentará desvendar o segredo por trás das constantes marcas d’água no apartamento e das visitas inoportunas de uma criança misteriosa.

Claro que teve remake. Americano, lançado em 2005, dirigido por Walter Salles (que, apesar dessa mancha no currículo, merece um post só dele) e com Jennifer Connelly no papel principal. Terrível.




Ninguém Pode Saber
(Dare more shiranai, 2004)

Uma mãe negligente abandona o pequeno apartamento em que mora, deixando o filho de 12 anos, Akira, encarregado de cuidar dos três irmãos pequenos e clandestinos. Uma hora o pouco dinheiro deixado pela mãe acaba e Akira tem que dar um jeito de sobreviver com seus irmãos, sem comida, água e eletricidade, e de desviar a atenção do senhorio, que insiste em receber o aluguel.

Filme deprimente e revoltante, mas tocante e lindo... Muito lindo.





É isso! Espero que aproveitem bem. Ainda tem muita coisa boa guardada pras partes III, IV, V... =)

Sayōnara!