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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Filmes Sobre a Segunda Guerra Mundial - Parte II


O Triunfo da Vontade
(Triumph des Willens, 1935)

Documentário alemão dirigido por Leni Riefenstahl (uma moça, diga-se de passagem), cultuado pelos nazistas como a grande propaganda de sua nação, de seu líder e de seus ideais. Filmado em Nuremberg, o filme conta com 114 minutos de passeatas, discursos e imagens de soldados e cidadãos felizes, bem nutridos e em plena adoração de seus governantes.

É um filme interessante, embora cansativo. As imagens são tecnicamente bem feitas, mas algumas tomadas são visivelmente artificiais. Não é pra menos: a diretora teve carta branca até para fazer alterações estruturais na própria cidade a fim de concretizar suas ideias.





Um Barco e Nove Destinos
(Lifeboat, 1944)

Durante a Segunda Guerra, um confronto entre um navio americano e um alemão resulta em naufrágio. Sobreviventes do navio americano conseguem um bote e estão à deriva no Atlântico, com seus medos, traumas pessoais e idiossincrasias. Um último sobrevivente é, então, resgatado. O problema é que se trata de um soldado alemão...

Um grande filme do mestre Hitchcock, Um Barco e Nove Destinos é tenso, provocante e dramático. Com questionamentos bem atuais, o filme nos convida a um debate ético. 

Obrigatório!





Cartas de Iwo Jima e A Conquista da Honra
(Letters from Iwo Jima, 2006) (Flags From Our Fathers, 2006)

Até conhecer esse filme, nunca tinha me deparado com uma história tão bonita e comovente trazendo o outro lado da WWII. Tantos e tantos filmes narrando a bravura, os feitos e as perdas dos americanos, um ou outro dos franceses e russos... Mas nunca tinha visto um filme que mostrasse o lado humano dos japoneses. O ponto de vista não só dos generais, mas de um povo imerso numa cultura, numa política de idolatria. O ponto de vista de soldados que sentiram medo, fome, frio, saudade e dúvidas.

Hoje, depois de muito “cavucar” por aí (porque tem que “cavucar” mesmo pra achar alguma coisa fora do padrão hollywoodiano), tenho outras referências. Mas esse foi o primeiro que me cativou e merece ser indicado com várias estrelinhas.



Cartas de Iwo Jima foi lançado logo após A Conquista Da Honra, ambos dirigidos por Clint Eastwood. 

A Conquista da Honra também traz a batalha de Iwo Jima, mas, dessa vez, conta a história dos seis soldados americanos que ergueram a bandeira dos Estados Unidos, consolidando a tomada do território japonês.





Mephisto
(1981)

Fausto conta que Mephisto foi o homem que vendeu sua alma ao diabo (ou algo do gênero) para conseguir riquezas e conquistas pessoais. Portanto, ninguém poderia interpretá-lo nos palcos com mais maestria que Hendrik Hoefgan, ator alemão que cativa os militares nazistas com sua performance e sua oratória. Sustentar este apreço, no entanto, vai custar caro. Mas Hendrik, preenchido por seu narcisismo, não tem medo da conta...

Klaus Maria Brandauer dá um show de interpretação! Excelente!






Outros títulos que não podem ficar de fora:

O Menino do Pijama Listrado (The boy in the striped pyjamas, 2008)
Desejo e Reparação (Atonement, 2007)
O Resgate do Soldado Ryan (Saving private Ryan, 1998)



E por enquanto fico por aqui. Aguardem a terceira parte! Devagar e sempre!

terça-feira, 20 de março de 2012

Filmes Sobre a Segunda Guerra Mundial - Parte I


(Faz de conta que aqui tem uma explanação clichê de cinco parágrafos sobre a Segunda Guerra Mundial. Se você ainda precisa de informações sobre o que é, por que houve e quando aconteceu, GOOGLE IT).

A influência da WWII para o cinema é inegável. Os nazistas, por exemplo, aproveitaram técnicas de diretores brilhantes para disseminar sua propaganda militarista e antissemita. Os americanos, um pouco mais sutis, foram mestres em agregar aliados aos seus interesses políticos e econômicos através das produções Hollywoodianas e do fortalecimento da figura icônica do "herói americano" (Capitão América, oi?).

São inúmeras as produções sobre a Segunda Guerra, de várias nacionalidades, incluindo todos os gêneros possíveis (exploitation, drama, aventura, documentário, animação, comédia... pode escolher!).

Tentarei indicar obras menos óbvias (meu esforço contínuo), mas no final de cada post sempre terá uma lista com os “clássicos-mais-clássicos”.

P.S. Série em homenagem ao meu paizão amado, minha enciclopédia viva. Sou sua fã! :*


A Face do Führer
(Der Fuehrer's Face, 1942)


Walt Disney produziu algumas animações bem interessantes sobre o nazismo. Usando seus personagens mais cativantes, as crianças passariam a compreender que a Alemanha era “má” e que estaria fadada a perder a guerra. Ironicamente, Disney é conhecido até hoje por ter sido antissemita.

O curta de animação A Face do Führer é bem engraçado e tem uma musiquinha que fica na cabeça durante horas. Estratégia inteligente, aliás. Pode ser conferido rapidinho no youtube.





Education for Death (1943)

Mais um dos Estúdios Disney, mas bem menos sutil que o anterior. Desta vez, acompanhamos a história de Hans, um garotinho alemão, precocemente arrancado dos braços da mãe para ser criado pelo regime nazista. Não achei nada engraçado, mas é bem interessante. Youtube, um beijo.




Moloch
(Molokh, 1999)

Aleksandr Sokurov, diretor russo (pra você que tem menos de 30 anos), é o idealizador da Tetralogia do Poder, série de filmes que utiliza os grandes mentores da II Guerra Mundial para explorar o tema. Moloch é o primeiro e acredito que, se a proposta do diretor for causar incômodo, ele começou com o pé direito.

Nos Alpes da Bavária, numa casa isolada, Eva Braun espera o seu amante, Hitler. Este chega acompanhado de Goebbels e Bormann, seus fiéis escudeiros. O Führer está estressado e necessita de repouso, então ninguém pode falar sobre política.

O filme é um verdadeiro tormento claustrofóbico, tenso pelo clima de loucura generalizada. Não assistiria de novo, mas recomendo pra quem tem mais paciência e um estômago mais forte que o meu.





O Sol
(The Sun, 2005)

O terceiro filme da tetralogia de Sokurov é bem mais suportável. Nele conhecemos a intimidade do Imperador Hirohito e sua postura diante da derrota e consequente ruína do Japão. É um filme triste, melancólico, mas muito bonito.

O encontro do Imperador com o General MacArthur é retratado de maneira muito interessante, quase como uma charge, ressaltando a face patética dos personagens de poder.

Os outros dois filmes da tetralogia são: Taurus (2001), sobre Lênin, e Fausto (2011), inspirado na obra de Goethe, sobre a natureza do Poder.




A Escolha de Sofia
(Sophie’s Choice, 1982)


Stingo é um jovem escritor que vai tentar a sorte em Nova Iorque e passa a viver na mesma pensão de Nathan e Sophie, que sustentam uma relação turbulenta, marcada por medos e obsessões. Convivendo com o casal, Stingo é apresentado ao passado cruel da bela Sophie, sobrevivente de um campo de concentração nazista.

Um filme triste sobre as atrocidades da guerra e suas consequências emocionais, mesmo após o término das batalhas. Com Meryl Streep e Kevin Kline, os dois maravilhosos nos papéis de Sophie e Nathan.





Outros títulos que não podem ficar de fora:

A Lista de Schindler (Schindler’s List, 1993)
A Vida é Bela (La Vita è Bella, 1997)
O Pianista (The Pianist, 2002)
Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)





Até breve!