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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Filmes Argentinos

E o resultado da enquete não deu outra: filmes argentinos! Fiquei feliz com a proposta, mas decididamente foi um desafio escolher os filmes que viriam pra cá. Não conheço nada muito underground, então ficaremos com os básicos indispensáveis, ok?

Uma curiosidade antecipada: vocês irão perceber, eventualmente, a presença do denominador comum de quase todos os filmes citados. O nome dele é Ricardo Darín, ator nascido em Buenos Aires, extremamente talentoso e que domina praticamente todos os grandes papéis do cinema argentino contemporâneo. É mole?


XXY (2007)

Alex é uma adolescente hermafrodita que mora num local isolado, no litoral do Uruguai. Os pais de Alex querem deixar em suas mãos a decisão sobre sua sexualidade, enquanto a adolescente experimenta os conflitos típicos de sua idade, com o agravante de ser alguém diferente num lugar tão provinciano.

É um filme muito lindo que merece ser visto com carinho. 




O Segredo dos Seus Olhos
(El secreto de sus ojos, 2009)

Benjamín Espósito é um agente federal argentino aposentado. Em busca de compreender melhor o que aconteceu durante uma investigação frustrada de assassinato ocorrida há 25 anos, Espósito resolve escrever um livro com suas memórias, o que o leva a um encontro com outras situações inacabadas de seu passado.

Afinal, O Segredo dos Seus Olhos é um filme de amor e de amizade, capaz de revoltar e provocar choro incontido até nos mais valentões. Mas, pode acreditar, não tem nada de melodramático.

Dos argentinos, esse é o meu queridinho.




O Filho da Noiva
(El hijo de la novia, 2001)

E aqui temos, mais uma vez, Ricardo Darín no papel principal.

Rafael já passou dos 40 e, com a crise argentina, sua cafeteria está indo de mal a pior. Pra completar a situação, seu pai resolve celebrar as bodas de prata com uma nova cerimônia de matrimônio. O problema é que a mãe de Rafa sofre de Alzheimer e o padre só celebrará o casório se ela disser “aceito” de livre e espontânea vontade. 

Uma comédia muito bonitinha, aclamada por muita gente como grande exemplo do novo momento do cinema argentino.

Obs: Fique atento! Professor Girafales é citado durante o filme! ÓTIMO!!!





O Que Você Faria?
(El método, 2005)

Esse eu recomendo pra todo mundo que trabalha com Recursos Humanos! Apesar de ser um thriller psicológico, eu ri DEMAIS assistindo, principalmente no final.

Uma determinada empresa promove um processo seletivo para um alto cargo executivo. Seus sete candidatos, no entanto, terão que passar por provas bem “inovadoras”, colocando em xeque seus valores pessoais e estruturas psicológicas.

Filmão obrigatório!




Aparecidos (2007)

Acho que é o único exemplar argentino do gênero horror que eu conheço. Mas é bonzinho! Vale a pena assistir.

Os irmãos Pablo e Malena decidem fazer uma viagem de carro, de Buenos Aires até a Patagônia, antes de assinar os papéis autorizando os médicos a desligarem os aparelhos que mantém seu pai vivo. Durante a viagem, Pablo descobre um diário que descreve horrores de seqüestro, assassinato e torturas acontecidas durante os anos 80. A partir daí, os irmãos são envolvidos num misterioso movimento de tempo, em que passado e presente se misturam, forçando-os a presenciar, repetidamente, o assassinato de uma família.

Um filme com um final um pouco confuso, mas até bem surpreendente.




Elsa & Fred
(Elsa y Fred, 2005)

Gracinha de comédia romântica, muito original e comovente!

Fred é um viúvo hipocondríaco, cheio de rabugice, que se muda para o mesmo prédio de Elsa, uma argentina espevitada, caloteira e apaixonada pela vida. Por obra do acaso, os dois iniciam um relacionamento cheio de descobertas, em plena terceira idade.

Muito gostoso esse filme. É daqueles pra guardar e assistir quando a vida parecer amarga demais. 




Outros títulos que não podem ficar de fora:

Abutres (Carancho, 2010)

Nove Rainhas (Nueve reinas, 2000)

A História Oficial (La historia oficial, 1985)

La Mujer Sin Cabeza, 2008

Um Conto Chinês (Um cuento chino, 2011)







quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

No random: dicas aleatórias

Eu não sei vocês, mas tô precisando de férias. Então deixo aqui algumas dicas de filmes legais que vi em 2011 pra vocês curtirem no "feriadão" e, em 2012, voltarei com o post escolhido na enquete. Aliás, alguém pode desempatar, por favor? Grata.


Bravura Indômita
(True Grit, 2010)

Esse, embora conhecido, não entra no rol dos “óbvios” de 2011 porque, pra mim, não é nada óbvio. É tão raro encontrar um remake que seja tão bom quanto o original, imagina encontrar um que seja AINDA MELHOR? Pois é.

O filme dos irmãos Coen conta a aventura de Mattie, uma garota de 14 anos, que parte em busca do assassino de seu pai, na companhia de um agente federal bêbado e um ranger texano almofadinha. Entre desentendimentos, muitas balas e piadas brutas, os três conseguem estabelecer um laço de amizade bastante peculiar. Bravura Indômita é um filme muito divertido sobre honra, determinação e redenção.

Todos os personagens são profundos e curiosos. Matt Damon (ranger LaBouef) e Josh Brolin (o vilão Tom Chaney) casam seus papéis perfeitamente. Jeff Bridges, no papel do agente Rooster, deve ter ajudado John Wayne a descansar em paz. Já a bonitinha Hailee Steinfeld superou todas as expectativas desempenhando muito bem a nova versão de Mattie Ross.

"You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God."



Os Duelistas
(The Duellists, 1977)

Como um evento aparentemente sem importância pode gerar repercussões tão sérias? Uma palavra errada, um gesto em falso, e duas vidas sem unem numa eternidade de vingança. Esse é o tema de Os Duelistas, dirigido por Ridley Scott (O Gângster e Gladiador).

Quando o tenente D’Hurbet (Keith Carradine) procura o tentente Feraud (Harvey Keitel) para dar-lhe ordem de prisão, imaginava estar apenas cumprindo seu dever militar. Mas para o temperamental Feraud a afronta da intimação é demais: exige um duelo. Esse será apenas o primeiro de uma série de duelos entre os dois personagens, ao longo da trajetória da Era Napoleônica.

Vale dizer que o filme é repleto de imagens belíssimas! A reconstituição da época é quase impecável e as paisagens são deslumbrantes. A simplicidade do enredo não empobrece o filme, mas permite uma apreciação leve e prazerosa da obra como um todo. Excelente!

"The duellist demands satisfaction. Honour, for him, is an appetite. This story is about an eccentric kind of hunger."



Enrolados
(Tangled, 2010)

Já disse e repito: sou fã de animações. Acho que assisti Enrolados umas 4 vezes esse ano. É muito bom!

O filme é basicamente uma adaptação da já conhecida fábula infantil “Rapunzel”, só que com toques modernosos, uma princesinha bipolar e um herói sem muito caráter. O bacana da história é que traz um tema interessante pros grandinhos também: a dificuldade de romper com os laços parentais e dar conta de si no mundo. A liberdade assusta e demanda responsabilidade, essa é a mensagem do filme.

Acho que posso confessar um dos meus “guilty pleasures”: acho a Mandy Moore uma fofa! #abafa

"Skip the drama, stay with Mama!" 





Os Olhos Sem Rosto
(Les yeux sans visage, 1960)

Depois que vi o filme A Pele Que Habito, passei um tempão tendo aquela sensação chata de “poxa, já vi isso antes!”. E me dei conta de que já vi mesmo, e não só uma vez.

Os Olhos Sem Rosto tem um enredo muito semelhante. Dr. Génessier, um famoso cirurgião, com a ajuda de sua fiel assistente Louise, tem o hábito de seqüestrar mocinhas bonitas. O objetivo do médico é achar a forma perfeita de realizar um transplante de rosto em sua filha, Christiane, cujas feições foram destruídas em um terrível acidente. O problema é que as cirurgias falham sempre e as vítimas sempre padecem, mas o Dr. Génessier é um homem muito persistente...

Filmão que tem o mérito de ter todo o figurino assinado por Givenchy (o que não é pouca coisa) e ter inspirado a música Eyes Without a Face, do Billy Idol.

P.S.: Um enredo semelhante também pode ser visto no episódio “The Girl With The Blue Mask” do extinto seriado Criminal Minds – Suspect Behavior, um spin-off bem ruinzinho de Criminal Minds, mas que conseguiu fazer pelo menos esse episódio bacana.

"The future, Madame, is something we should have started on a long time ago."



E por hoje é só, pessoas. Feliz Natal pra todo mundo e não deixem de ver o clássico Turma da Mônica e A Estrelinha Mágica!! Bisous!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Vê Aí: o que andaram sugerindo durante a semana

Mais um post com filmes indicados por amigos, conhecidos, desconhecidos, etc. Queria ter mais tempo para seguir todas as sugestões!

A grande amiga Natasha Facó, idealizadora do blog, sugeriu uma gracinha de filme. Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (It’s Kind Of a Funny Story, 2010), é uma comédia bonitinha que conta a história de Craig, um garoto de 16 anos, depressivo, que por pensar constantemente em suicídio, resolve pedir ajuda num hospital.

Por questões estruturais, Craig tem que ficar na mesma ala que os pacientes adultos e acaba conhecendo figuras interessantes, como Bobby, Muqtada e Noelle, que mudarão sua percepção do mundo e de seus valores.

Eu estaria mentindo se dissesse que o filme é original. Definitivamente não. Mas é um ótimo filme pra uma segunda-feira chata: simples e engraçadinho.

Zach Galifianakis (Se Beber, Não Case, 2009) está excelente no papel do desestruturado Bobby, mostrando que também se sai muito bem em papéis dramáticos. O filme também conta com a participação de Lauren Graham (a eterna Lorelai de Gilmore Girls) e de Viola Davis (Histórias Cruzadas, 2011).

"You know, what I would do just to be you, for just a day? I would... I would do so much. I would... I don't know. I would just... I'd just live. Like it meant something."



"Art keeps you free."
Já meus amigos do Facebook insistiram no novo filme do Almodóvar, A Pele Que Habito (La Piel Que Habito, 2011), que é mesmo muito bom. Mas vou avisando pros que ainda não viram: NÃO LEIAM NADA A RESPEITO. Não leiam sinopses, críticas, piadas... NADA. Com uma sinopse de 3 linhas e uma piada interna, eu matei o mistério do filme nos primeiros 20 minutos. Odeio quando isso acontece! Então acreditem na geral que o filme é bom mesmo e vejam sem qualquer informação anterior.



Perceberam que agora vocês podem escolher as próximas sugestões? Aí do ladinho tem uma enquete. Quando o número de votos for apropriado (porque as visitas aqui não são tããão numerosas ainda, né?), eu lanço o post!

Té mais!


terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Da Série "Duplas Inesquecíveis": Tim Burton & Johnny Depp


O diretor Tim Burton e o ator Johnny Depp desenvolveram, ao longo de muitos anos e de sete filmes ao todo, uma forte afinidade, que é facilmente percebida nas telas.

Compadres na vida real (Depp é padrinho do filho de Burton, sabiam?), a dupla vem deixando obras marcantes e conquistando fãs – e fanáticos – por todo o mundo.




Edward Mãos de Tesoura
(Edward Scissorhands, 1990)

Primeiro filme do parzinho macabro de Hollywood, Edward Mãos de Tesoura realmente mostrou ao mundo o verdadeiro talento de Depp. Durante os 105 minutos de filme, o ator falou apenas 169 palavrinhas e cativou milhões de pessoas com aquele olhar perdido e apaixonado, dando um show de expressões corporais.

Fã do veterano Vincent Price, Burton deu a oportunidade para a última aparição do ator no ciema (O Inventor) antes de sua morte, 3 anos depois.

Filmão, velho conhecido da Sessão da Tarde, conservando o título de clássico inesquecível.


"You see, before he came down here, it never snowed."



Ed Wood
(1994)
Ed Wood é uma comédia biográfica em homenagem ao grande mestre dos filmes Z (sim... Z!), Edward D. Wood Jr., com Johnny Depp no papel principal - estupidamente bem interpretado, vale dizer - e outros tantos outros nomes de peso, como Sarah Jessica ParkerBill MurrayVincent D’OnofrioPatricia Arquette e Jeffrey Jones.

O filme é deliciosamente engraçado na maior parte do tempo, porém a vida ensandecida de Ed Wood e a decadência de seus atores e companheiros seguram o caráter trágico da película. Os mais sensíveis com certeza vão se emocionar diante das cenas de um Bela Lugosi em fim de carreira, papel que deu o Oscar de melhor ator coadjuvante para Martin Landau.

Com certeza esse é o meu filme favorito do Tim Burton!


"Visions are worth fighting for. Why spend your life making someone else's dreams?"




A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça
(Sleepy Hollow, 1999)
Filme de terror meia-boca, mas interessante de uma forma peculiar. Conserva os elementos ambientais oníricos bem característico de Tim Burton e já traz um Johnny Depp com a sombra do que viria a ser o Capitão Jack Sparrow.

Conta a história de Ichabod Crane (Depp), detetive enviado a Sleepy Hollow para investigar uma série decapitações ocorridas no lugar. Excêntrico, metódico e inovador, Ichabod não põe muita fé na lenda local, de um terrível cavaleiro sem cabeça com sede de sangue, até que dá de cara com ele (tá, não de “cara”, mas... bom... deu pra entender, né?). A partir daí, o detetive tenta descobrir o que está por trás da lenda, ao mesmo tempo em que tenta lidar com os fantasmas de seu passado.

"Villainy wears many masks, none of which so dangerous as virtue..."



A Fantástica Fábrica de Chocolate
(Charlie and The Chocolat Factory, 2005)
Esse filme despertou um ódio profundo no meu coração. 15 anos de parceria entre Tim Burton e Johnny Depp pra ISSO? Refilmar um clássico incontestável pra dar NISSO? Foi demais pro meu coraçãozinho. Claro, a galerinha mais nova parece ter adorado... Mas eu sou old school mesmo.

A história é a mesma do original, só que com personagens bizarros e assexuados. Aliás, o papel de Willy Wonka teria caído como uma luva pro Marilyn Manson. Tim Burton pegou todo o estilo desenvolvido ao longo da carreira e deu uma exagerada homérica. Isso aconteceria alguns anos depois com o assassinato de Alice no País das Maravilhas, pelas mãos do mesmo diretor. Não quero mais falar sobre isso.

"Everything in this room is eatable, even *I'm* eatable! But that is called 'cannibalism', my dear children, and is in fact frowned upon in most societies." 



A Noiva Cadáver
(The Corpse Bride, 2005)
Esse filme chega quase como um pedido de desculpas. Animação belíssima em stop-motion que resgata a essência mórbida/cômica dos filmes anteriores de Tim Burton e traz um Johnny Depp “morto” de fofo. Ou quase.

Conta a história de Vitor, um inexperiente noivinho que, ao treinar seus votos de casamento, acaba pedindo em noivado outra moça. Melhor dizendo, o fantasma de outra moça. Emily, a fantasminha, fica tão feliz com o pedido que forçará Vitor a cumprir sua palavra, vivo ou morto.

"Isn't the view beautiful? It takes my breath away. Well, it would if I had any." 



Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
(Sweeney Todd, 2007)
Tem coisa mais estranha do que um filme de terror musical? Pois é... Mas deu certo.

Benjamin Barker levava a vida perfeita: era mestre em sua profissão de barbeiro, tinha uma esposa linda e devotada e uma filhinha amada. Isso tudo durou até o dia em que um juiz corrupto, determinado a ter a esposa de Barker, o condena por um crime que não cometeu. Após anos cumprindo uma pena injusta, Barker retorna – agora atendendo pelo nome de Sweeney Todd – e descobre que sua mulher, violentada e humilhada pelo tal juiz, cometeu suicídio, deixando sua filha nas mãos do vilão. A filha, agora adolescente, é prisioneira na casa em que vive e se tornou alvo das investidas românticas de seu guardião.

Com a ajuda de sua nova companheira Nellie, Sweeney Todd elabora um plano de vingança contra o homem que destruiu sua família e a cidade que o acobertou.

O filme é envolvente e trágico, apesar das músicas que tomam praticamente todas as falas. Aliás, o repertório é bem legal e ajuda a proporcionar o clima de cada cena. É interessantíssimo assistir a evolução e a mudança dos tons, seguindo o desenrolar da trama.

Imperdível!

 "I can guarantee the closest shave you'll ever know."



Alice no País das Maravilhas
(Alice in Wonderland, 2010)
Burton traz uma Alice de 19 anos, prestes a se casar, que retorna ao mundo mágico que visitou quando criança. Recobrando aos poucos a memória perdida, Alice reencontra os antigos companheiros, inclusive o Chapeleiro Louco (Depp), e parte numa jornada para acabar o reinado de terror da Rainha Vermelha.

O filme tem imagens belíssimas, devo admitir, mas não é o suficiente pra compensar o assassinato dos meus sonhos infantis.

Filme blé. Não preciso dizer o que é um filme “blé”, preciso?

"You used to be much more..."muchier." You've lost your muchness."



E é isso. Entre trancos e barrancos, a parceria Burton-Depp rendeu bons frutos, válidos pra todos os gostos e idades. Agora é esperar pra ver o que vem por aí...

Té mais!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Especial: Dia do Psicólogo - 27/08

Piadinha básica pra entrar no clima!


Foi muito divertido pensar numa lista de indicação de filmes com a temática “psicoterapia”. Eu sei que psicólogos e psiquiatras ainda são encarados por muita gente de forma distorcida, mas nunca tinha realmente parado pra avaliar como o cinema retrata esse olhar. A diversidade é incrível! Encontramos psicoterapeutas louco, perversos, caricatos e até um ou outro bem realista.

Lembrando que o blog é voltado para a INDICAÇÃO de filmes. Não tenho o menor interesse em fazer qualquer tipo de análise técnica, filosófica, política, tampouco psicológica.

Pensar demais dá câimbra na diversão.

Bom filme! 


Gênio Indomável
(Good Will Hunting, 1997)

Filme dirigido por Gus Van Sant (Milk, 2008 e Encontrando Forrester, 2000) e escrito pelos próprios atores, Matt Damon e Ben Affleck. Conta a história de um rapaz com uma inteligência privilegiada, de personalidade forte e mais perdido nessa vida do que cego em tiroteio. Trabalhando como zelador no MIT – grande instituto americano de ciências exatas – tem seu talento descoberto e ganha a chance de mudar completamente sua vida, mas pra isso vai ter que “cumprir a pena” de fazer terapia. 

Filmão que eu acho (e espero) que todos já viram, mas tinha que ser o primeiro da lista. Acredito que esse filme deixa qualquer um com vontade de entrar na terapia... 

"Real loss is only possible when you love something more than you love yourself." 



Sybil (1976)

Sally Field interpreta com maestria uma moça, Sybil, que, para sobreviver aos terríveis momentos de sua infância, desenvolveu 13 personalidades diferentes. Com a ajuda de uma psicanalista (a sempre bela Joanne Woodward) tenta confrontar o passado e lutar por uma vida digna.
Lindo filme que mostra a importância da relação terapeuta-cliente no processo psicoterápico. Muito comovente!


"I want to be your little girl!"



Persona (1966)

Um dos filmes mais lindos do diretor Ingmar Bergman, não é exatamente um filme com psicoterapeuta ou psicoterapia. Mas é muito curioso, vejam bem, que ele trabalha uma relação muito próxima da relação terapêutica! Aliás, poucos filmes retratam tão bem as angústias do cliente e do terapeuta, a construção do setting, o desafio da escuta e da confiança, a transferência (pra todas as abordagens)... É perturbador!

Elisabeth é uma atriz que, desgostosa com o mundo, resolve fazer um voto de silêncio e retirar-se do convívio social. Para acompanhá-la, o hospital designa uma enfermeira, Alma. A relação das duas, no isolamento, vai sendo construída. 

"People like you can't be reached. I wonder whether your madness isn't the worst kind."



Anticristo 
(Antichrist, 2009)

Escrito e dirigido por Lars Von Trier (Dogville, 2003), o filme conta a história de um casal que, de maneira trágica, perde o único filho. O marido, psicoterapeuta, acredita que dá conta do luto dele e da mulher, e resolve levá-la para uma cabana no meio da floresta para que possam confrontar seus medos e superar de uma vez o trauma. Não sei onde esse cara se formou, mas não recomendaria o consultório dele pra ninguém.

O filme, na verdade, tenta mostrar o lado mais escuro (e mais humano) da alma, numa versão de “paraíso” correspondente a essa sombra. Não é exatamente um SUPER filme (na minha opinião, claro), mas é curioso e não deixa de ser divertido ficar procurando elementos simbólicos soltos o tempo inteiro por quase todas as cenas. 

"Nature is Satan's church."



Terapia do Amor 
(Prime, 2005)

Eu acho esse filme uma graça! Sempre quis saber como seria uma situação como essa, considerando que minha cidade é praticamente uma província!
Imagine você, quarentona divorciada, se apaixona por um rapaz quase 20 anos mais novo e filho da sua terapeuta. Não, melhor! Imagine você, terapeuta experiente e conservadora, descobrindo que o seu filhote queridinho está apaixonado por uma divorciada quarentona e que é sua cliente! Ah, delícia de risada!

Filme modernoso e nem tão ingênuo quanto aparenta, com as divas Uma Thurman e Merly Streep.


"His penis is so beautiful I just want to knit it a hat." 



O Príncipe das Marés 
(The Prince of The Tides, 1991)

Eu sou apaixonada pela Barbra Streisand. Acho que ela é uma graça como comediante e uma atriz muito digna em papéis dramáticos. Em O Príncipe das Marés, ela interpreta uma terapeuta que procura o irmão de uma de suas clientes após esta ter tentado suicídio, a fim de descobrir mais sobre seu passado familiar. Com o aprofundamento da relação, segredos dolorosos vão sendo revelados, os dois se apaixonam e fazem uma nova avaliação de suas vidas.

Interessante por abordar os efeitos do não-dito, as relações familiares, a relação terapeuta-cliente e algo que poucos filmes mostram: terapeuta também tem vida pessoal e, claro, problemas. 


"There are families who live out their entire lives without a single thing of interest happening to them. I've always envied those families." 



Jornada da Alma
(Prendimi l'anima, 2002)


Filme interessante que faz um resgate da trajetória de Carl Gustav Jung, psicanalista discípulo de Freud, que depois seguiu seu próprio caminho teórico e prático. Mas a estrela do filme, na verdade, é sua jovem paciente, Sabina. 

Em 1905, Jung aceitou tratar uma moça diagnosticada como histérica, usando os novos conceitos da psicanálise. Sabina não encontra apenas a cura, mas uma ardente paixão nos braços do médico (galerinha se deu muito mal com essa história de transferência, viu?). Abandonada, reconstrói sua vida e vira psicanalista, sendo uma das pioneiras no estudo e aplicação da psicanálise infantil até sua morte, nas mãos dos nazistas.


"But only love can burn for years without end."



Outros títulos interessantes:

- Freud, Além da Alma (Freud, 1962)
- Paprika (Papurika, 2006)
- Contatos de 4º Grau (The fourth kind, 2009)
- Divã (2009)
- Num Dia Claro de Verão (On a clear day you can see forever, 1970)
- Mafia no Divã (Analyze this, 1999)
- Os Demônios de Dorothy Mills (Dorothy Mills, 2008)
- Tratamento de Choque (Anger management, 2003)