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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

No random: dicas aleatórias

Eu não sei vocês, mas tô precisando de férias. Então deixo aqui algumas dicas de filmes legais que vi em 2011 pra vocês curtirem no "feriadão" e, em 2012, voltarei com o post escolhido na enquete. Aliás, alguém pode desempatar, por favor? Grata.


Bravura Indômita
(True Grit, 2010)

Esse, embora conhecido, não entra no rol dos “óbvios” de 2011 porque, pra mim, não é nada óbvio. É tão raro encontrar um remake que seja tão bom quanto o original, imagina encontrar um que seja AINDA MELHOR? Pois é.

O filme dos irmãos Coen conta a aventura de Mattie, uma garota de 14 anos, que parte em busca do assassino de seu pai, na companhia de um agente federal bêbado e um ranger texano almofadinha. Entre desentendimentos, muitas balas e piadas brutas, os três conseguem estabelecer um laço de amizade bastante peculiar. Bravura Indômita é um filme muito divertido sobre honra, determinação e redenção.

Todos os personagens são profundos e curiosos. Matt Damon (ranger LaBouef) e Josh Brolin (o vilão Tom Chaney) casam seus papéis perfeitamente. Jeff Bridges, no papel do agente Rooster, deve ter ajudado John Wayne a descansar em paz. Já a bonitinha Hailee Steinfeld superou todas as expectativas desempenhando muito bem a nova versão de Mattie Ross.

"You must pay for everything in this world, one way and another. There is nothing free except the grace of God."



Os Duelistas
(The Duellists, 1977)

Como um evento aparentemente sem importância pode gerar repercussões tão sérias? Uma palavra errada, um gesto em falso, e duas vidas sem unem numa eternidade de vingança. Esse é o tema de Os Duelistas, dirigido por Ridley Scott (O Gângster e Gladiador).

Quando o tenente D’Hurbet (Keith Carradine) procura o tentente Feraud (Harvey Keitel) para dar-lhe ordem de prisão, imaginava estar apenas cumprindo seu dever militar. Mas para o temperamental Feraud a afronta da intimação é demais: exige um duelo. Esse será apenas o primeiro de uma série de duelos entre os dois personagens, ao longo da trajetória da Era Napoleônica.

Vale dizer que o filme é repleto de imagens belíssimas! A reconstituição da época é quase impecável e as paisagens são deslumbrantes. A simplicidade do enredo não empobrece o filme, mas permite uma apreciação leve e prazerosa da obra como um todo. Excelente!

"The duellist demands satisfaction. Honour, for him, is an appetite. This story is about an eccentric kind of hunger."



Enrolados
(Tangled, 2010)

Já disse e repito: sou fã de animações. Acho que assisti Enrolados umas 4 vezes esse ano. É muito bom!

O filme é basicamente uma adaptação da já conhecida fábula infantil “Rapunzel”, só que com toques modernosos, uma princesinha bipolar e um herói sem muito caráter. O bacana da história é que traz um tema interessante pros grandinhos também: a dificuldade de romper com os laços parentais e dar conta de si no mundo. A liberdade assusta e demanda responsabilidade, essa é a mensagem do filme.

Acho que posso confessar um dos meus “guilty pleasures”: acho a Mandy Moore uma fofa! #abafa

"Skip the drama, stay with Mama!" 





Os Olhos Sem Rosto
(Les yeux sans visage, 1960)

Depois que vi o filme A Pele Que Habito, passei um tempão tendo aquela sensação chata de “poxa, já vi isso antes!”. E me dei conta de que já vi mesmo, e não só uma vez.

Os Olhos Sem Rosto tem um enredo muito semelhante. Dr. Génessier, um famoso cirurgião, com a ajuda de sua fiel assistente Louise, tem o hábito de seqüestrar mocinhas bonitas. O objetivo do médico é achar a forma perfeita de realizar um transplante de rosto em sua filha, Christiane, cujas feições foram destruídas em um terrível acidente. O problema é que as cirurgias falham sempre e as vítimas sempre padecem, mas o Dr. Génessier é um homem muito persistente...

Filmão que tem o mérito de ter todo o figurino assinado por Givenchy (o que não é pouca coisa) e ter inspirado a música Eyes Without a Face, do Billy Idol.

P.S.: Um enredo semelhante também pode ser visto no episódio “The Girl With The Blue Mask” do extinto seriado Criminal Minds – Suspect Behavior, um spin-off bem ruinzinho de Criminal Minds, mas que conseguiu fazer pelo menos esse episódio bacana.

"The future, Madame, is something we should have started on a long time ago."



E por hoje é só, pessoas. Feliz Natal pra todo mundo e não deixem de ver o clássico Turma da Mônica e A Estrelinha Mágica!! Bisous!


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Em Cena: Stephen King


Stephen King: americano residente do Maine, autor de inúmeros livros geniais que são verdadeiros tesouros da literatura contemporânea. Exagero? Acho que não.

Contar uma história real ou narrar um evento fictício provável, exige que o autor saiba fazer bom uso das palavras e tenha capacidade de seduzir através de sua perspectiva. Mas pegar um tema totalmente absurdo e risível e transformá-lo em algo assustador, isso, meus amigos, é só pra quem PODE.

E esse poder é tão particular dos livros do Stephen King que 90% do que ele escreveu já virou filme, entre curtas, blockbusters e muita coisa ruim. Justamente porque é extremamente difícil traduzir em imagens o que o autor nos conduz a imaginar, e não é preciso estudar psicologia pra entender que o poder da imaginação é mais forte do que qualquer estímulo externo.

Não caia na bobagem de julgar um livro pela capa (hahaha): King também é um excelente romancista dramático e cômico.

Se você não acredita em mim, eis aqui uma relação de filmes que poderão convencer:



Conta Comigo 
(Stand By Me, 1986)

Filme que marcou muita gente! Conta a história de um escritor que relembra fatos marcantes de um determinado verão de sua infância, em que ele e seus amigos partem numa aventura em busca do corpo de um menino morto.

Dirigido por Rob Reiner (o mesmo de Isto é Spinal Tap, 1984), o filme é muito fiel ao conto O Corpo, publicado no livro Quatro Estações. Não tem nada de sobrenatural, mas é encantador pela profundidade com que aborda temas difíceis, como o luto infantil e a passagem para a adolescência. 


Um Sonho de Liberdade 
(The Shawshank Redemption, 1994)

Andy Dufresne (Tim Robbins)  foi preso injustamente e agora deve se adaptar ao sistema prisional. Para ajudá-lo ao longo dos anos, conta apenas com seus valores pessoais, seu novo amigo Red (Morgan Freeman) e o sonho persistente de ganhar sua liberdade.

Baseado no conto Rita Hayworth e a Redenção de Shawshank, também do livro Quatro Estações. Filme comovente e surpreendente (pra quem não leu o livro, óbvio), até hoje é sucesso garantido nas locadoras e faz a felicidade de muitas professoras de Psicologia Institucional mundo afora.

O diretor Frank Darabont também é responsável pelo excelente À Espera de um Milagre e pelo mediano O Nevoeiro (2007), ambos baseados em obras do Stephen King. Pra arrematar, o cara também assina a série The Walking Dead, que explodiu ano passado e já está repetindo o sucesso com a segunda temporada.




À Espera de um Milagre 
(The Green Mile, 1999)

Do livro homônimo, a história se passa em 1935, numa prisão no estado de Louisiana, onde o guarda Paul Edgecomb (Tom Hanks) e seus companheiros são responsáveis pelos prisioneiros condenados à morte. Estranhos acontecimentos iniciam após a chegada de John Coffey (Michael Clark Duncan), um enorme homem negro, acusado de violentar e matar duas menininhas brancas.

Uma história muito bonita e comovente, daquele tipo que traz lições de vida claras e importantes, mas em que o choro é inevitável. 




Cujo (1983)

Agora vamos partir pro hardcore!

Sabe aquele São Bernardo, cachorrão lindo que todo mundo acha fofo e cuti-cuti? Imagine agora um desses “bichinhos” traumatizado por maus tratos e doente, com raiva. Isso é o que Donna Trenton (Dee Wallace) e seu filhote encontram quando chegam à isolada oficina onde Cujo mora e, agora, seu único refúgio é dentro de um carro quebrado. Acontece que o verão está bastante quente e Cujo é um cachorrinho impaciente...

Cujo ocupa lugar cativo na minha lista Os Melhores Filmes de Terror EVER. Com um roteiro simples e uma ambientação mais simples ainda, o filme consegue criar uma atmosfera de puro desespero e claustrofobia.

Aliás, um bom título nacional para Cujo seria “Beethoven Volta do Inferno”. O livro tem o mesmo nome do filme e, se possível, é ainda melhor!




Louca Obsessão 
(Misery, 1990)

Suspense de deixar qualquer lábio roxo por falta de oxigenação, Louca Obsessão traz James Caan no papel de Paul Sheldon, um escritor que sofre um estranho acidente de carro e é resgatado por uma enfermeira, Annie Wilkes, sua “fã nº 1”. Annie leva seu novo paciente até sua casa, num lugarzinho aconchegante e isolado, onde fará questão de cuidar para que Paul dê ao seu último livro um final mais apropriado, nem que ela tenha que forçá-lo a isso.

Kathy Bates merece destaque pelo papel de Annie Wilkes. Uma psicopata apavorante e ainda assim digna de pena.

Rob Reiner também assina a direção desse filmão baseado no livro de mesmo nome.




Carrie, A Estranha 
(Carrie, 1976)

Já que bullying é um tema tão atual, taí um filme que poderia ser passado nas escolas como excelente conscientizador! Ok, brincadeirinha...

Dirigido por Brian de Palma (Scarface, 1983), o filme conta a história de uma adolescente, Carrie, que sofre o pão que o diabo amassou em casa e na escola. Com a chegada da primeira menstruação, Carrie se dá conta de que possui alguns “talentos” e não vai pensar duas vezes antes de usá-los contra seus ofensores.

Excelente filme baseado num livro fantástico! Ganhou uma continuação tosca em 1999, A Maldição de Carrie.



Colheita Maldita 
(Children of the Corn, 1984)

Clássico do horror, imperdível pra quem gosta do gênero.

Um casal viajante se perde e acaba chegando numa cidadezinha chamada Gatlin. Seria um lugarzinho como qualquer outro pelo interior de Nebraska, não fosse o fato de todos os adultos terem sido assassinados. Agora a cidade é dominada por um grupo de crianças e seu líder, Isaac, adoradores de uma força misteriosa que habita o milharal.

O filme é muito bom, embora seja um pouco distante do conto original, As Crianças do Milharal, publicado no livro Sombras da Noite. Foram feitas cinco continuações sofríveis da proposta inicial e, finalmente, em 2009 um remake bem mais fiel ao conto, embora com um Isaac decepcionante.



Cemitério Maldito 
(Pet Sematary, 1989)

Acho que durante a minha infância vi esse filme umas 20 vezes. Era assustador demais, demais, demais! E quando cresci e descobri o livro, quase tive um ataque: era ainda mais terrível! Escondia embaixo do travesseiro e tinha medo de olhar até pra capa. #confessionário

O filme conta a história dos Creeds, uma família americana bonitinha e feliz que se muda pra uma casa ainda mais bonitinha e feliz, com apenas um contratempo: fica perto demais de um antigo cemitério indígena. Reza a lenda entre os moradores que quem for enterrado nesse cemitério, voltará a viver. Conveniente para os Creeds, afinal, a casa fica próxima demais de uma rodovia muito movimentada e acidentes acontecem...

Em 1992 foi feita uma continuação, Cemitério Maldito 2, que nem é tão ruim.



Olhos de Gato 
(Cat’s Eye, 1985)

Três histórias são ligadas por um elemento em comum: um gato vira-lata. Na primeira, um homem submete-se a um tratamento nada convencional para conseguir se livrar do vício em cigarros. Na segunda, dois homens dividem o amor da mesma mulher e resolvem lidar com a questão fazendo uma aposta muito alta (adoro essas piadinhas internas). Na terceira, o gatinho que aparece o tempo inteiro no filme finalmente consegue abrigo e terá que salvar sua nova dona das garras de um visitante maldito.

O filme é divertido, mas os contos são memoráveis. Aliás, o livro Sombras da Noite é excelente pra quem quer começar a ler Stephen King, pois oferece vários nuances do autor.

A pequena Drew Barrymore participa de mais um filme baseado no autor, um ano após ter estrelado Vingança em Chamas.


DicaAtualmente você poderá conferir Stephen King na TV, na série Haven, que tem tido boa aprovação do público.

Dica II: Stephen King imita uma das gracinhas do Hitchcock: adora aparecer em pequenas pontas nos seus filmes. 


Outros títulos que não podem faltar:

O Iluminado, 1980 (Livro: homônimo)

O Aprendiz, 1998 (Livro: Quatro Estações)

Christine, o carro assassino, 1983 (Livro: Christine)

Às Vezes Eles Voltam, 1991 (Livro: Sombras da Noite)

Lembranças de um Verão, 2001 (Livro: homônimo)

Série: Pesadelos e Paisagens Noturnas, 2006 (Livro: homônimo)

Vingança em Chamas, 1984 (Livro: A Incendiária)

1408, 2007 (Livro: Tudo É Eventual)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dexter Early Cuts: Oi, muito prazer!


Eu gosto mesmo é de velharia, então nunca consigo ânimo pra acompanhar as novidades do cinema e da televisão (AKA seriados). Por exemplo, em 2009 a Showtime lançou uma webserie “comic style” do Dexter, vocês sabiam? Eu não.

São duas temporadas, Dexter – Early Cuts e Dexter Early Cuts: Dark Echo. A primeira é dividida em 13 episódios de aproximadamente 2 minutos e é basicamente a mesma coisa da série habitual. A segunda, com apenas seis episódios curtinhos, mostra um Dexter mais novo, aprimorando seus conhecimentos em anatomia e enfrentando um copycat que desvendou o seu segredo.

Um prato cheio pra quem gosta de quadrinhos (OI!), as ilustrações foram feitas por nomes de peso, como Bill Sienkiewicz (exclusivamente a 2ª temporada), Kyle Baker e Ty Templeton, entre outros.  A dublagem ficou por conta do ator principal da série, Michael C. Hall.

Youtube, um beijo.


Dexter: Early Cuts - Alex Timmons



Dexter Early Cuts - Dark Echo