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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Animações: coisa de criança?

O que me faz gostar de cinema?

Demorei um bom tempo pra conseguir responder essa pergunta apropriadamente. A minha conclusão (até agora) é que, quando eu vejo um filme, viajo. Me mando daqui: esqueço problemas, contas, pessoas chatas... Me assusto, rio e choro com os personagens e com as situações. Mas o que é ainda mais legal é que quase sempre eu volto dessa “viagem” um pouco diferente. É muito comum eu passar horas refletindo sobre o que acabei de ver, fazendo aplicações ou apenas divagando e brincando de interpretar.

Isso funciona com todos os tipos de filme, inclusive com as tão renegadas animações. Muito comum ouvir adultos dizendo que isso é coisa de criança, né mesmo? Pra quebrar esse paradigma, seguem abaixo algumas indicações de animações interessantes que podem favorecer momentos de apreciação estética e profundas reflexões pessoais.

Transtornos psiquiátricos, violência, tecnologia, sexo, religião, filosofia, apocalipse, preconceito, morte, relações familiares: escolha a hashtag que mais lhe agrada, só não vale #cuticuti.


Mary e Max – Uma amizade diferente
(Mary and Max, 2009)

Mary é uma garotinha de 8 anos, muito solitária, que vive com os pais numa pequena cidade de subúrbio na Austrália. Um dia, movida por uma mistura de tédio, solidão e curiosidade, Mary envia uma carta pra um nome aleatório da lista telefônica: Max, um homem de 44 anos, obeso, que mora em Nova York e sofre de Síndrome de Asperger. Surge, então, uma intensa amizade entre os dois, que passam a trocar idéias sobre morte, amor, sexo e relações sociais.

A animação em stop-motion é sombria, assim como a vida dos personagens. É um filme triste, quase depressivo, mas que nos faz lembrar de coisas essenciais, como a importância da amizade pro enfrentamento das adversidades da vida.

Não esqueça o kleenex.

"When I was young, I invented an invisible friend called Mr Ravioli. My psychiatrist says I don't need him anymore, so he just sits in the corner and reads.” 



Paprika

(Papurika, 2006)

Imagine uma máquina que permite aos psicoterapeutas acesso aos sonhos de seus pacientes para gravá-los e, quando preciso, interferir diretamente. Agora imagine que essa máquina foi roubada por alguém com péssimas intenções. No que isso resulta? CAOS. Imediatamente, a heroína – e psicoterapeuta –Paprika entra em ação.

Esse desenho japonês está longe de ser infantil: estupro, nudez, assassinatos e suicídios são apenas alguns dos elementos que justificam a censura rigorosa. No mais, Paprika é uma viagem pela psique humana, jorrando simbolismos e permeada de elementos freudianos muito bem utilizados.

É um filme confuso, um pouco nauseante, mas extremamente intrigante e inteligente.  Com certeza é pra ver mais de uma vez!


“Don't you think dreams and the Internet are similar? They are both areas where the repressed conscious mind vents.”



9 – A Salvação
(9, 2009)

Num mundo pós-apocalíptico, um boneco de pano, 9, tenta sobreviver ao ataque de terríveis máquinas destruidoras. Por acaso, acaba encontrando um pequeno grupo de bonequinhos parecidos com ele, cada qual com um número e uma personalidade diferentes. Cansado e inconformado com a situação, 9 estimula os demais a entrarem em guerra contra os monstros de metal e a entidade maléfica por trás delas.  Em breve eles irão descobrir que não só suas existências estão em jogo, mas o futuro de toda civilização.

9 é um filme graficamente belo. O contexto de destruição e desesperança é sentido pelo espectador nas cores, na trilha sonora e até na expressão dos bonequinhos. O tema é batido, verdade, mas o filme vale a pena.


We had such potential. Such promise. But we squandered our gifts. And so, 9, I am creating you. Our world is ending. Life must go on.”



Persépolis
(Persepolis, 2009)

Marji é uma jovem iraniana que tem sua vida marcada pelas contínuas mudanças políticas e religiosas em seu país, vivenciando de perto os horrores da guerra e da repressão. Questionadora desde criança, logo é enviada por seus pais para a Europa. Estrangeira dentro e fora de sua terra, Marji tenta encontrar seu lugar no mundo, assim como a melhor forma de compreendê-lo.  

Persepolis é um longa-metragem baseado na série de quadrinhos autobiográficos de Marjane Satrapi. Quase todo em preto e branco, engraçado e comovente, Persepolis é, antes de qualquer coisa, uma história sobre amadurecimento e crescimento pessoal, com um final em aberto, bem longe de retratar uma “heroína rebelde”.


Belo e trágico! Recomendo com todas as estrelinhas disponíveis no mercado.


Never forget who you are and where you're from.





Waking Life (2001)

O que é sonho e o que é realidade? 

O personagem principal do filme está preso num sonho, dentro de um sonho, dentro de um sonho e por aí vai. Durante todo o tempo ele se depara com figuras interessantes que tem algo a dizer sobre vida, morte, política, ciência, religião, sociologia e sobre a própria consciência humana.

Esse já é velho conhecido dos existencialistas e cinéfilos do mundo afora. É um filme criativo, inteligente, porém um pouco cansativo (principalmente na primeira metade). Se prepare pra ficar tonto!

They say that dreams are only real as long as they last. Couldn't you say the same thing about life?”



Outros títulos que não podem faltar:

As Bicicletas de Belleville (Les triplettes de Belleville, 2003)

Akira (Akira, 1988)

Horton e o Mundo dos Quem (Horton hears a who!, 2008)

A Noiva Cadáver (Corpse bride, 2005)

A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, 2001)

Coraline e o Mundo Secreto (Coraline, 2009)

O Mágico (L'ullusionniste, 2010)

O Estranho Mundo de Jack (The nightmare before christmas, 1993)

Wall-E (Wall-E, 2008)

South Park - Maior, Melhor e Sem Cortes (South Park: Bigger, longer & uncut, 1999)

Uma Cilada para Roger Rabbit (Who framed Roger Rabbit, 1988)

Team America - Detonando o Mundo (Team América: World Police, 2004)




sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dexter Early Cuts: Oi, muito prazer!


Eu gosto mesmo é de velharia, então nunca consigo ânimo pra acompanhar as novidades do cinema e da televisão (AKA seriados). Por exemplo, em 2009 a Showtime lançou uma webserie “comic style” do Dexter, vocês sabiam? Eu não.

São duas temporadas, Dexter – Early Cuts e Dexter Early Cuts: Dark Echo. A primeira é dividida em 13 episódios de aproximadamente 2 minutos e é basicamente a mesma coisa da série habitual. A segunda, com apenas seis episódios curtinhos, mostra um Dexter mais novo, aprimorando seus conhecimentos em anatomia e enfrentando um copycat que desvendou o seu segredo.

Um prato cheio pra quem gosta de quadrinhos (OI!), as ilustrações foram feitas por nomes de peso, como Bill Sienkiewicz (exclusivamente a 2ª temporada), Kyle Baker e Ty Templeton, entre outros.  A dublagem ficou por conta do ator principal da série, Michael C. Hall.

Youtube, um beijo.


Dexter: Early Cuts - Alex Timmons



Dexter Early Cuts - Dark Echo