Pra retomar o blog, preciso retomar
fôlego e readquirir o costume de organizar minhas listas que agora estão extremamente
atrasadas. Hoje sugiro três filmes bem legais, violentos e polêmicos...
Excelentes pra iniciar qualquer debate entre amigos em mesa de bar.
Cão Branco
(White Dog, 1982)
Uma jovem atriz, Julie, resolve
cuidar de um cachorro aparentemente abandonado. O cuidado se transforma em amor
e lealdade quando ele a defende de um ataque. O que Julie não sabe é que o seu
novo mascote é, na verdade, um white dog, animal treinado para atacar pessoas
negras. Numa última tentativa de manter o animal vivo, Julie procura o único
homem capaz de reprogramar a fera.
Baseado no livro de Roman Gary
(que possui um final muito mais perturbador), Cão Branco é um filme interessante
sobre o poder do preconceito e suas trágicas consequências. Causou grande
tumulto numa época delicada e quase não foi lançado. Merece ser visto.
Guerra de Canudos
(1997)
Final da década de 1890, tempos
de estabelecimento da república brasileira. O novo regime político e a nova
forma de estado adotada trazem ainda mais sofrimento e desespero para os
nordestinos, flagelados pela seca e vítimas de leis arbitrárias e desiguais. A
família de Luiza faz parte desse grupo sofrido que, um dia, conhece o líder
religioso Antonio Conselheiro e resolve segui-lo, buscando o sonho de uma vida
digna.
Guerra de Canudos não é
tendencioso, como muitos filmes históricos. Seu tema principal é o
sofrimento de um povo valente e esperançoso, mas castigado pelas intempéries da
vida e trucidado pelas máquinas de ambição e fanatismo.
Grandes nomes do cinema nacional,
como Cláudia Abreu, José Wilker (fantástico como Conselheiro), Selton Mello,
Marieta Severo e Paulo Betti, transformam Guerra de Canudos numa obra tão tocante
que chega a ser esmagadora.
Não É Mais Uma História de Amor
(Kærlighed på film, 2007)
Jonas é fotógrafo policial, casado, pai de dois filhos adoráveis e possui a rotina típica de qualquer membro da classe média dinamarquesa: trabalho, contas, casa... Até que certo dia, um trágico encontro com Julia o faz assumir uma nova identidade.
Suspense diferente e interessante, embora tenha algo de previsível. Faz pensar sobre a aparentemente eterna insatisfação que carregamos conosco, quase sempre negando as consequências de nossas próprias escolhas.
Vale a pena conferir!
Vale a pena conferir!
Por enquanto é só, pessoal. Vou preparando a segunda parte da série WWII e, com fé, espero postar em breve.
Bom estar de volta! :)


