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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Vê Aí: o que andaram sugerindo durante a semana

Resolvi criar um espaço no blog pra falar das indicações feitas por amigos, colegas, mídias e até de quem eu não faço a mínima idéia de quem seja. Afinal, tudo é válido pra sair da mesmice, né mesmo? Toda sugestão de novos filmes (e de filmes novos) sempre será bem recebida!


O Dionir Lima, amigão de longas datas e conhecedor do assunto, indicou uma animação japonesa chamada Túmulo dos Vagalumes (Hotaru No Haka, 1988).

O filme conta a história do jovem Seita e sua irmãzinha Setsuko, tentando sobreviver aos horrores da Segunda Guerra Mundial, após perderem os pais. Não faltarão obstáculos, violência e privações na vida dos dois, mas também muita inocência e muito amor.

Não é um filme meloso, nem infantilizado. É um filme pesado, com cenas fortes e obscuras, mas mantendo-se elegante e delicado. Entrou no rol dos 10 filmes mais tristes da história, sem dúvida. Destruição até pros mais durões.

"September 21, 1945... that was the night I died."


O meu noivo, Flávio Filho, lembrou um filme que eu adoro, mas que tinha ficado de lado na minha lista de repetições.

Encantadora de Baleias (Whale Riders, 2002) se passa na Nova Zelândia. Os Whangara, uma tribo Maori, tenta reerguer e dar continuidade aos valores e ensinamentos de seus ancestrais, buscando evitar maiores crises causadas pela modernização e globalização. A lenda diz que o chefe tribal deverá sempre ser homem e primogênito da linhagem descendente direta do Deus fundador da tribo. O nascimento de Paikea, uma menina curiosa e destemida, quebra a ordem da linhagem.  

Uma história linda de como a força de espírito de uma garotinha consegue superar e vencer barreiras culturais e tabus familiares. 

"A long time ago, my ancestor Paikea came to this place on the back of a whale. Since then, in every generation of my family, the first born son has carried his name and become the leader of our tribe... until now." 



No próximo Vê Aí, falarei sobre as indicações da Alice Bovy e da Cristine Castro, duas bonitas que também adoram cinema. Também tô preparando um post com dicas do que NÃO ver, que  vai acabar virando uma seção aqui pro blog.

Se quiser contribuir com sua dica, se acanhe não! Pode ser nos comentários, pelo facebook, twitter ou até por SMS. Só não me ligue a cobrar, por favor.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Animações: coisa de criança?

O que me faz gostar de cinema?

Demorei um bom tempo pra conseguir responder essa pergunta apropriadamente. A minha conclusão (até agora) é que, quando eu vejo um filme, viajo. Me mando daqui: esqueço problemas, contas, pessoas chatas... Me assusto, rio e choro com os personagens e com as situações. Mas o que é ainda mais legal é que quase sempre eu volto dessa “viagem” um pouco diferente. É muito comum eu passar horas refletindo sobre o que acabei de ver, fazendo aplicações ou apenas divagando e brincando de interpretar.

Isso funciona com todos os tipos de filme, inclusive com as tão renegadas animações. Muito comum ouvir adultos dizendo que isso é coisa de criança, né mesmo? Pra quebrar esse paradigma, seguem abaixo algumas indicações de animações interessantes que podem favorecer momentos de apreciação estética e profundas reflexões pessoais.

Transtornos psiquiátricos, violência, tecnologia, sexo, religião, filosofia, apocalipse, preconceito, morte, relações familiares: escolha a hashtag que mais lhe agrada, só não vale #cuticuti.


Mary e Max – Uma amizade diferente
(Mary and Max, 2009)

Mary é uma garotinha de 8 anos, muito solitária, que vive com os pais numa pequena cidade de subúrbio na Austrália. Um dia, movida por uma mistura de tédio, solidão e curiosidade, Mary envia uma carta pra um nome aleatório da lista telefônica: Max, um homem de 44 anos, obeso, que mora em Nova York e sofre de Síndrome de Asperger. Surge, então, uma intensa amizade entre os dois, que passam a trocar idéias sobre morte, amor, sexo e relações sociais.

A animação em stop-motion é sombria, assim como a vida dos personagens. É um filme triste, quase depressivo, mas que nos faz lembrar de coisas essenciais, como a importância da amizade pro enfrentamento das adversidades da vida.

Não esqueça o kleenex.

"When I was young, I invented an invisible friend called Mr Ravioli. My psychiatrist says I don't need him anymore, so he just sits in the corner and reads.” 



Paprika

(Papurika, 2006)

Imagine uma máquina que permite aos psicoterapeutas acesso aos sonhos de seus pacientes para gravá-los e, quando preciso, interferir diretamente. Agora imagine que essa máquina foi roubada por alguém com péssimas intenções. No que isso resulta? CAOS. Imediatamente, a heroína – e psicoterapeuta –Paprika entra em ação.

Esse desenho japonês está longe de ser infantil: estupro, nudez, assassinatos e suicídios são apenas alguns dos elementos que justificam a censura rigorosa. No mais, Paprika é uma viagem pela psique humana, jorrando simbolismos e permeada de elementos freudianos muito bem utilizados.

É um filme confuso, um pouco nauseante, mas extremamente intrigante e inteligente.  Com certeza é pra ver mais de uma vez!


“Don't you think dreams and the Internet are similar? They are both areas where the repressed conscious mind vents.”



9 – A Salvação
(9, 2009)

Num mundo pós-apocalíptico, um boneco de pano, 9, tenta sobreviver ao ataque de terríveis máquinas destruidoras. Por acaso, acaba encontrando um pequeno grupo de bonequinhos parecidos com ele, cada qual com um número e uma personalidade diferentes. Cansado e inconformado com a situação, 9 estimula os demais a entrarem em guerra contra os monstros de metal e a entidade maléfica por trás delas.  Em breve eles irão descobrir que não só suas existências estão em jogo, mas o futuro de toda civilização.

9 é um filme graficamente belo. O contexto de destruição e desesperança é sentido pelo espectador nas cores, na trilha sonora e até na expressão dos bonequinhos. O tema é batido, verdade, mas o filme vale a pena.


We had such potential. Such promise. But we squandered our gifts. And so, 9, I am creating you. Our world is ending. Life must go on.”



Persépolis
(Persepolis, 2009)

Marji é uma jovem iraniana que tem sua vida marcada pelas contínuas mudanças políticas e religiosas em seu país, vivenciando de perto os horrores da guerra e da repressão. Questionadora desde criança, logo é enviada por seus pais para a Europa. Estrangeira dentro e fora de sua terra, Marji tenta encontrar seu lugar no mundo, assim como a melhor forma de compreendê-lo.  

Persepolis é um longa-metragem baseado na série de quadrinhos autobiográficos de Marjane Satrapi. Quase todo em preto e branco, engraçado e comovente, Persepolis é, antes de qualquer coisa, uma história sobre amadurecimento e crescimento pessoal, com um final em aberto, bem longe de retratar uma “heroína rebelde”.


Belo e trágico! Recomendo com todas as estrelinhas disponíveis no mercado.


Never forget who you are and where you're from.





Waking Life (2001)

O que é sonho e o que é realidade? 

O personagem principal do filme está preso num sonho, dentro de um sonho, dentro de um sonho e por aí vai. Durante todo o tempo ele se depara com figuras interessantes que tem algo a dizer sobre vida, morte, política, ciência, religião, sociologia e sobre a própria consciência humana.

Esse já é velho conhecido dos existencialistas e cinéfilos do mundo afora. É um filme criativo, inteligente, porém um pouco cansativo (principalmente na primeira metade). Se prepare pra ficar tonto!

They say that dreams are only real as long as they last. Couldn't you say the same thing about life?”



Outros títulos que não podem faltar:

As Bicicletas de Belleville (Les triplettes de Belleville, 2003)

Akira (Akira, 1988)

Horton e o Mundo dos Quem (Horton hears a who!, 2008)

A Noiva Cadáver (Corpse bride, 2005)

A Viagem de Chihiro (Sen to Chihiro no kamikakushi, 2001)

Coraline e o Mundo Secreto (Coraline, 2009)

O Mágico (L'ullusionniste, 2010)

O Estranho Mundo de Jack (The nightmare before christmas, 1993)

Wall-E (Wall-E, 2008)

South Park - Maior, Melhor e Sem Cortes (South Park: Bigger, longer & uncut, 1999)

Uma Cilada para Roger Rabbit (Who framed Roger Rabbit, 1988)

Team America - Detonando o Mundo (Team América: World Police, 2004)




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Antigos e Apavorantes

Eu sou alucinada por filmes antigos. Tenho até uma máxima pra isso: “menos cor, mais emoção”.  Isso é mais verdadeiro ainda quando falamos de filmes de terror.

A produção de cinema fantástico/horror teve um caminho glorioso até encontrar um triste fim na década de 90. Sim... Porque depois disso (salvo raríssimas exceções) veio o que, além de remakes e mais remakes?
Antes da febre dos filmes adolescentes (oi, Pânico!), era necessário muito mais do que sangue e vísceras pra assustar alguém. Era preciso inteligência no roteiro, sutileza, construção e desconstrução de personagens, aprofundamento... Era preciso vivenciar o filme, experimentá-lo como se fosse real. Daí o medo! Daí os pesadelos! Daí o TERROR!! 

Pra quem gosta do gênero, recomendo as seguintes películas:


Desafio do Além 
(The Haunting, 1963)

Esse é pra guardar e assistir todo ano, de noite, sozinho na casa escura. O filme conta como Eleanor Lance, mocinha trintona e solitária, e mais duas pessoas são convidadas pelo Dr. Markway para participar de um experimento psíquico numa casa com um passado bastante sombrio.  Não vai demorar muito para que Eleanor comece a perceber que algo muito errado está acontecendo com o lugar.


Dirigido por Robert Wise (Amor, Sublime Amor e A Noviça Rebelde), o filme impede a platéia de decidir rapidamente se tudo é real ou é apenas a fragilizada Eleanor afundando em sua loucura crescente.

Preciso dizer que teve um remake? A Casa Amaldiçoada (1999), com Liam Neeson, Lili Taylor, Catherine Zeta-Jones e Owen Wilson. Mico generalizado pra todos eles.

Trailer de Desafio do Além (1963)



Nosferatu, Uma Sinfonia do Horror 
(Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922) 



De todas as versões já produzidas da obra de Bram Stoker, essa é a que mais me impressiona e é a única que realmente me assusta. O filme, dirigido por Murnau (Fausto e Tabu), é mudo e em preto e branco, o que contribui enormemente pra construção de uma atmosfera pesada, de horror, fielmente reproduzida por imagens fortes e atuações assombrosas. 

Trailer de Nosferatu (1922)



O Gabinete do Dr. Caligari 
(Das Kabinett des doktor Caligari, 1920)

Esse não poderia ficar de fora, afinal, é conhecido por muitos como o primeiro filme de terror da história!

Dois grandes amigos tem seus destinos selados quando conhecem o Dr. Caligari e seu escravo, o sonâmbulo Cesare. Fiel ao movimento expressionista da época, o filme é uma orgia de formas bizarras e exageros propositais, que geram um sentimento onírico, como se estivéssemos participando da produção imaginária de um louco. Bom... Quem sabe, né?

Trailer de O Gabinete do Dr. Caligari (1920)



Häxan – A Feitiçaria Através dos Tempos (1922)

Este “documentario”, dirigido por Benjamin Christensen, apresenta a história da bruxaria desde a antiguidade até os tempos modernos, utilizando técnicas e narrativas variadas, misturando realidade e fantasia. Com um começo quase sacal, o filme envolve lentamente o espectador , que nem imagina as imagens fortes que estão por vir.

Definitivamente, Häxan é um filme pra ser visto mais de uma vez para ser devidamente apreciado.  Com certeza vocês vão se dar conta da quantidade de referências a essa obra que podem ser encontradas em produções tardias, como O Bebê de Rosemary e O Exorcista, entre tantos outros.


Trailer de Haxan (1922)




 
Inverno de Sangue em Veneza 
(Don’t Look Now, 1973)


Esse me dá arrepio só de escrever sobre ele.

Conta a história de um casal, John e Laura Baxter, que resolve passar um tempo em Veneza pra tentar reconstruir a relação, conturbada após a morte trágica de sua única filhinha. Na cidade, estranha fora do período turístico, eles conhecem duas irmãs idosas. Uma delas é uma médium cega que afirma ter um recado da criança morta: o casal deve tomar cuidado, pois algo muito ruim pode acontecer em breve. Depois disso, John passa a ter visões de sua filha correndo pelas ruas de Veneza. Falar mais seria tolice! Assistam! 

Trailer de Inverno de Sangue em Veneza (1973)



Os Inocentes 
(The Innocents, 1961)

A linda e brilhante Deborah Kerr interpreta uma governanta contratada para cuidar de duas “adoráveis” criancinhas, numa mansão afastada. Após alguns acontecimentos bizarros, ela se convence de que a casa está assombrada e que precisa proteger, a todo custo, os seus pequeninos.

Aliás, menção honrosa pra atuação das duas pestinhas que interpretaram divinamente bem os papéis de Miles e Flora. Arrepios até na alma!

Sim, sim... Existe um remake: Lugares Escuros (2006), com Leelee Sobieski massacrando o papel da Deborah Kerr.

Trailer de Os Inocentes (1961)



Outros títulos que não podem ficar de fora:


- Rebecca, A Mulher Inesquecível (Rebecca, 1940)
- O Bebê de Rosemary (Rosemary’s baby, 1968)
- A Maldição do Demônio (La maschera del demonio, 1960)
- Irmãs Diabólicas (Sisters, 1973)
- A Inocente Face do Terror (The other, 1972)
- Suspiria (Suspiria, 1977)

Divirtam-se!





segunda-feira, 11 de julho de 2011

Cinema francês: infinidade de opções

Quando surgiu a idéia de indicar filmes franceses (merci, Larissa!), entramos em parafuso. No começo parece fácil, mas quando você senta e TENTA (ênfase no “tenta”) separar uns 5 ou 10 pra exemplificar... Ah, meus amigos... PÂNICO! São tantos filmes interessantes que é um trabalho hercúleo fazer qualquer tipo de triagem.

Engraçado como a produção cinematográfica de cada país é carregada de elementos característicos do mesmo. Os filmes franceses, por exemplo, possuem uma essência irônica, blasé, porém delicada, sensível e bucólica.

Vale lembrar que o cinema nasceu na França (por volta de 1895, segundo o amigo Google). Assim sendo, o país foi inovador em muitos aspectos e amadureceu com mais rapidez a sua técnica e o seu conceito. Diretores como Godard, Truffaut, Jean Renoir e Alain Resnais são apenas alguns exemplos de grandes gênios franceses da 7ª arte.

Bievenue, mes amis, dans le monde du cinéma français! 


Viagem à Lua (Le voyage dans la lune, 1902)

Primeiro filme do ilusionista francês Georges Méliès, pode ser também considerado a primeira ficção científica da história. Com 14 minutos de duração, o filme conta como um grupo de cientistas planeja e executa uma viagem à lua. Lá chegando, terão que enfrentar os selenitas e bolar um jeito criativo de voltar para casa. Engraçado e assustador pela inovação técnica do diretor, Viagem à Lua é simplesmente imperdível!

Existe uma versão no youtube com uma trilha sonora eletrônica que dá ainda mais charme ao filme.

Uma das versões do youtube de Viagem à Lua (1902)



Eles (Ils, 2006)


Eles é um filme mediano de um diretor medíocre, mas teu seu mérito por utilizar a forma mais certa pra assustar alguém: o desconhecido.

Um jovem casal, vivendo em sua casa afastada, começa a ser incomodado por figuras encapuzadas. O que eles querem? Por que estão ali? MMMMmMuuhaHahHaHa (risada maligna). O filme rendeu um remake americano (Os Estranhos, 2008), estrelado pela eterna elfa Liv Tyler.

Trailer de Eles (2006)



La Jeteé (1962)


Você assistiu 12 Macacos e pensou: “Pô! Que filme original!”? Sinto trazer desilusão pra sua vida, mas La Jeteé contou a mesma história, de uma forma infinitamente mais profunda e mais bonita. Ah... E contou em 28 minutos. 

Isso é cinema francês, meus amigos!




La Jeteé (1962). Cada imagem é um espetáculo!




Fuso Horário do Amor (Décalage horaire, 2002)

Gracinha de comédia! 

Com Juliette Binoche e Jean Reno, conta a história de uma cabeleireira e um cozinheiro, de personalidades totalmente opostas, que são obrigados a dividir o mesmo quarto de hotel por conta de problemas no aeroporto. Em meio a atrasos, cancelamentos e constantes desentendimentos, eles terão oportunidade de repensar conceitos, sentimentos e planos.




Trailer de Fuso Horário do Amor (2002)



O Profeta (Un prophète, 2009)


Com apenas 19 anos de idade, o jovem de descendência árabe Malik El Djebena, foi sentenciado a cumprir 6 anos de prisão. Por sua origem, Malik não consegue se encaixar em nenhum dos grupos de prisioneiros, então, para conseguir proteção, vira faz-tudo de um grupo de mafiosos córsicos. Com o tempo, Malik amadurece e passa a construir o seu próprio caminho dentro da cadeia.
Excelente filme sobre a máfia francesa! 

Trailer de O Profeta (2009)



As Diabólicas (Les Diaboliques, 1955)


Mais um pra série “material pra remake americano”. O diretor de uma escola para garotos é assassinado pela esposa e a amante. O problema começa quando o corpo desaparece e começam a surgir relatos de que o diretor havia sido visto pelos arredores do colégio.


Teve, obviamente, uma refilmagem piorada em 1996 sob o título de Diabolique, com Sharon Stone e Isabelle Adjani nos papéis principais. 


É de assistir roendo as unhas!



Trailer de As Diabólicas (1955)




A Rainha Margot (La reine Margot, 1994) e Camille Claudel (1988)



Dois filmes com Isabelle Adjani no papel de mocinha azarada. Difícil dizer em qual dos dois ela está mais linda e mais emocionante.


No primeiro, a rainha Margot sofre os horrores da guerra entre católicos e protestantes, impedida pela família de fugir com seu grande amor.



No segundo, a história de Camille Claudel, assistente e amante de Rodin, que não conseguiu mérito em seu tempo, mesmo tendo superado artisticamente seu mestre.








Trailer de A Rainha Margot (1994)

Trailer de Camille Claudel (1988)




Boudu Salvo das Águas (Boudu sauvé des eaux, 1932)




Jean Renoir é responsável por essa interessante comédia sobre um mendigo que é salvo de um afogamento por um simpático burguês que o acolhe em seu lar. Figura marrenta, esperta e suja (muito suja), Boudu retribui a gentileza virando a vida da família de pernas pro ar.






Trailer de Boudu (1932)




Acossado (À bout de souffle, 1960)

Michel Poiccard é um (adorável) ladrão sem escrúpulos que acaba matando um policial. Michel convence Patricia, jovem americana com quem se envolveu recentemente, a escondê-lo em seu apartamento enquanto espera para receber um dinheiro. Durante esse tempo, conversam bastante, falam sobre a vida e sobre a morte enquanto, lá fora, o cerco se fecha sobre Michel.

Foi feito um remake americano fraquíssimo em 1983 sob o título de A Força do Amor, estrelando Richard Gere.

Trailer de Acossado (1960)



Les Amants Criminels (1999)


Alice é uma jovem sedutora que gosta de brincadeiras violentas. Um belo dia convence seu namorado, Luc, a assassinar um colega de classe e enterrar o corpo numa floresta. Até aí são os contratempos de sempre, afinal, matar alguém e se livrar do corpo não pode ser tão fácil, né? O problema começa a ficar mais sério quando os dois se perdem na tal floresta e são raptados por um homem com intenções nada honrosas: devorar os dois.

Uma releitura macabra de João e Maria. Vale a pena conferir! 

Trailer de Les Amants Criminels (1999)


Outros que você não pode perder:

- A Invasora (À l'intérieur, 2007)
- Martyrs (2008)
- Os Vampiros (Les vampires, 1915)
- Mulheres Diabólicas (La cérémonie, 1995)
- Não Se Preocupe, Estou Bem (Je vais bien, ne t'en fais pas, 2006)
- Jules e Jim - Uma mulher para dois (Jules et Jim, 1962)
- Viver a Vida (Vivre sa vie: film en douze tableaux, 1962)
- As Bicicletas de Belleville (Les triplettes de Belleville, 2003)